Terça-feira, Abril 24, 2012

O Astronauta Gaúcho



Astronauta acordando depois de uma viagem interplanetária, desce da nave, um alienígena se aproxima:
-"Buenas" e me espalho! Daí Tchê Alien!
-Nossa! Que que é isto? – responde o alienígena.
-Credo! Cumprimento gaudério! Tu falas minha língua, Índio Velho!
-Não. Você fala minha língua!  Diz o Alien.
-Mas eu te perguntei primeiro Tchê!
-E o que tem isto? Se você perguntou primeiro? Você está no meu Planeta, então fala a minha língua.
-Mas Ô Alien Índio velho aporreado, seu! Vai me fazer "perde" os estribos! Tá querendo peleia, tchê! Que baita Planeta é este?
-FINDI.
-Como?
-Planeta FINDI.
-Planeta FINDI?
-Sim! Planeta FINDI. Você é surdo?
-Não... É que é um nome estranho barbaridade!
-E você vem de onde?
-Venho da Terra. Rio Grande do Sul, TCHÊ!
-Ahahah! E Terra é o quê, TCHÊ?
-Nome da minha querência Alien! E TCHÊ é a palavra mais usada no meu estado, viu TCHÊ? Você está rindo de quê?
-Nome estranho...
-E que dia é hoje aqui?
-Sábado.
-Sábado?
-PôTchê que maravilha! Hoje é sábado no Planeta FINDI! Dia de "vê" as chinoca! Onde tem bochincho por aqui, macanudo?
-Não entendo sua língua. E o que tem que seja sábado hoje? Retruca o alienígena.
-É que nos sábados nós os astronautas não trabalhamos tchê!
-Nós também não.
-Não?
-Não.
-Buenacho!
-Por quê?
-Por que tu pode me mostrar todas as querências do teu Planeta!
-Que é isto, astronauta? E eu tenho cara de guia turístico?
-Puxa, pensei que eu e tu fossemos cupinchas tchê!
-Amigos?
-Isto!
-Mas você desceu agorinha aqui.
-Muito bem Alien, eu abro os panos sozinho.
-Não pode.
-Não pode?
-Não.
-Por quê?
-Por que as autoridades não deixam ninguém sair da cidade aos sábados.
-Não pode???
-Não, não pode.
-Mas e se eu meter o pé no estribo e sair tchê?
-Será preso e encarcerado por duas semanas.
-Duas semanas! Mas ô louco!
-Sim, duas longas semanas.
-Buenas... Deixo prá outro dia.
-E amanhã, Domingo?
-Sim, Domingo.
-E o que se faz no FINDI aos Domingos? Onde é o bolicho?
-Várias coisas.
-Por exemplo? Charla tchê!
-Alguns saem com a família, para passear na mesma cidade.
-Só isto?
-Calma, não terminei.
-Bueno...
-E outros saem para beber, mas a grande maioria fica em casa procurando o que fazer na conexão mundial de computadores.
-Ah! A “internete”?
-Internet? Não conheço.
-Sim, onde ficam todos conectados!
-Pode ser. Nós chamamos de ”Redessocial”.
-Hummm... Lá nós chamamos de “feicebuque”.
-Facebook? Não conheço.
-Aparecem fotos?
-Sim.
-Tu podes clicar e compartilhar ou curtir as tuas fotos, tchê?
-Sim.
-Pode comentar se as guria são feia ou bonita?
-Sim.
-Então? “feicebuque”!
-Aqui se chama “redessocial”.
-E o que mais tu tens na tua “internete” Tchê?
-A “redessocial”; toda ela.
-Sim, mas não tem mais nada?
-E para que precisaria de algo mais?
-Chinoca? Bruaca?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Filme?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Sacanagem?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Compras nos bolicho online tchê?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Mas que barbaridade! Deixa eu ver...
-Encontros? Surungo?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Grupos de amigos para discutir Grenal Tchê?
-Tem na nossa “redessocial”.
- Loscanha? Ou malucos?
-Tem na nossa “redessocial”. Eu sou um.
-Jogos!
-Tem na nossa “redessocial”.
-Discussão sobre o fim do mundo?
-Tem na nossa “redessocial”.
-Puxa, mas tem tudo mesmo... Pensando bem... Até que é parecido... Ah! Mas tem uma coisa que tu não tens na tua “internete”!
-O quê?
-Mais de uma ”redessocial”
-A gente tinha...
-Tinham?
-Sim.
-E o que fizeram tchê?
-Vendemos para a Terra. Era muito ruim.
-E como vocês chamavam?
-Okut.
-Okut?
-Sim, Okut – Ô KU TCHÊ. Você definitivamente É surdo.
-Na Terra nós temos um: - ORKUT.
-Colocaram um “R”.
-Um “R”? Por quê?
- Por que os gaúchos, já usavam este nome, Okut.
-O Okut de vocês era ruim guri?
- Eu não sou guri, tenho 325 anos. Tamanho não é documento. Era Muito ruim.
-E agora ele tá melhor tchê? Já tem quem goste?
- O quê??
-Ahahah! Te peguei tchê alienígena! Eu sou astronauta e macanudo! Mas falando sério tchê... Vocês venderam um Okut estragado, usado e vencido. Por que lá onde eu moro, ninguém usa ou visita o Okut meu.
-E você queria que entrassem no seu Okut, Terráqueo Gaúcho?
-Hein?
-Ahahah! Peguei você, astronauta!
-Mas bah tchê, tu tá me abichornando... E depois de domingo, que vocês fazem? Trabalham onde na segunda-feira? Em que Estância!
-Segunda-feira?
-Sim, se-gun-da – fei-ra... Tu é surdo guri Alien?
-Não... Depois do Domingo, vem o... Sábado.
-Que tu disse?
-Você é surdo. Eu disse que depois de Domingo, vem o Sábado.
-Não! Depois do Sábado é que vem o Domingo.
-Sim, também, mas aqui, depois do Domingo, é sábado.
- De novo tchê?? Sábado, Domingo, Sábado?
-Sim, isto.
-Então depois do Sábado, vem o primeiro dia da semana? É isto tchê? O final e semana de vocês é mais comprido? Tem 3 dias! Que maravilha!
-Não.
-Não?
-Não. Depois do Sábado, vem o Domingo.
-Não, tchê alienígena, não me confunde, tu tá deixando um entrevero na minha cabeça! Tu me disse que depois do Domingo, vinha o sábado!
-Sim, mas depois do sábado, vem o domingo.
- E DEPOIS DO DOMINGO VEM O SÁBADO DE NOVO! Isto eu entendi tchê!
-Sim, e depois o Domingo.
-Tu tá me dizendo que... Que... SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO -SÁBADO-DOMINGO?
-Ô! Finalmente! Sim, SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO!
-E vocês não cansam?
-De não fazer nada Astronauta Gaúcho?
-Isto tchê!
-Mas eu disse para você! Nós fazemos tanta coisa! “redessocial”, “passear na cidade”, “beber”, “ver filme”, “namorar”.
-Mas... É só isto tchê? Sempre isto? SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO
-Você ficou impressionado, não é mesmo astronauta gaúcho?
-E não tem segunda, terça, quarta, quinta, e sexta-feira - prenúncio do fim de semana, onde todos ficam felizes, e Domingo de noite, quando todos ficam abichornados?
-Pois aí é que está: - O Rei Felicius Beberrouns Di Cervejus Cum Picadin  há dois mil anos atrás, vendo que a tristeza se manifestava, em todo nosso povo, pelo menos duas vezes por semana, oito vezes por mês, e noventa e seis vezes num só ano, deixando o Planeta totalmente triste, ele aboliu os dias da semana, e desde então, nós temos só SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO.
- A la pucha! Mas isto é muito chato tchê! Tem que ter segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e a sexta-feira!  Tem que ter o trabalho no escritório do patrão prá gente saber das fofocas, dos “entrevero” na cidade, da vida dos outros...
-Mas e a sua “redesocial”, a tal de... De... Como é mesmo o nome?
-“internete”... Agora “feicebuquis”...
-É isto... Facebook. Vocês não ficam sabendo de todas as fofocas da vida dos outros?
-Não... Ninguém conta nada. Charla nenhuma da vida alheia!
-Ah, isto sim que não tem graça, Astronauta. Prefiro nosso SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO; aqui nossa “redessocial” ferve!
-Tem que ter o trabalho diário para ganhar o pão, acordar bem cedo, tropear, suar, montar a cavalo, cuidar do gado, ir pro colegio, arar a terra, capinar, plantar, ficar queimado do Sol, pagar os impostos, quebrar a cara, deitar bem cedo, e se a muié véia quiser “coisa”... só nos final de semana, tchê! ISTO SIM É QUE É MARAVILHOSO ALIEN! Que zarro isto de SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO- SÁBADO-DOMINGO, sem fim! Eu vou é abrir os panos daqui!
-Boa viagem. Diz o alienígena.
E o astronauta gaúcho gaudério macanudo entra na sua nave e com os motores ligados, sem poder reverter...O alienígena grita:
-ASTRONAUTAAAAA! ASTRONAUTAAAAA!
Vrruuumm
-O QUE ALIENÍGENA PREGUIÇOSOOOOOO!
Vrruuummmm
-CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊÊÊÊÊÊ!
Vrruuummmmmm
-CONCORDA COM QUÊÊÊÊÊÊ SEU ALIEN INDOLENTEEEEEEE? Espichando a orelha para pode ouvir.
Vrruuummmmmmmmm
-VOCÊS TEM QUE TRABALHAR MUITO MESMOOOOOO!
Vrruuummmmmmmmmmm
-PORQUE SEU ALIEN OCIOSOOOOOO! FALA RÁPIDO TCHÊ, QUE A NAVE JÁ VAI DECOLAAARRRR!
Vrruuummmmmmmmmmmm
-VOCÊ NÃO QUER SABER DE ONDE VEM TODA NOSSA ENERGIA? TODO NOSSO ALIMENTO? TODAS NOSSAS ROUPAS E MEDICAMENTOOOOOOSSSS?
Vrruuummmmmmmmmmmmmm
-DE ONDE SEU ALIENÍGENA DO PLANETA FINDI INERTEEEEEEEE?
Vrruuummmmmmmmmmmmmmmm
-DA TERRA! SEM PAGAR NENHUM TOSTÃO SEU TROUXAAAAAAAAAAAAAAA
Vrruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
... decola sem volta a nave do astronauta gaúcho.

-FIM-



Quarta-feira, Março 21, 2012

MINHAS CALÇAS FURADAS CUSTARAM MENOS.

Um dia destes, eu estava na rua, confesso que não lembro em qual cidade, e vi um rapaz com umas calças que eu não consegui compreender, como é que ela parava no corpo dele. Era tão rasgada, que parecia um conjunto costurado de retalhos de brim. A cintura estava praticamente despregada do conjunto, e um cinto, segurava, ou tentava segurar o que poderia ter sido uma calça usada em um campo de batalha no Iraque. A impressão que dava é que a qualquer momento, aquilo se desmontaria.
Mas ninguém se importava. Logo a seguir, continuei minha observação, tentando encontrar uma lógica para mim mesmo, para o que explico a seguir, chegou uma menina no grupo, bonita, bem vestida, da cintura para cima, por que em baixo, umas calças que era prima ou irmã, das calças do namorado dela, aquele mesmo rapaz com a “pantalona” desmantelada. Era tão “rasgada” a calça desta menina que deixava de fora, quase toda sua coxa esquerda. A perna da direita tinha um furo acima do joelho, que permitia ver a marca na pele de um joelho ajoelhado há poucos instantes.
Foi interessante por que me disseram que era moda; eu só me espantei quando soube que umas calças destas poderiam custar até 300 dólares. Sério, fiquei pasmo ao saber que o excesso de batalha que uma vestimenta daquelas pode sofrer e se transformar num farrapo, tinha o custo de um salário mínimo. “E é de marca”, ainda me contaram.
Pois bem, eu ficava envergonhado ao sair na rua com umas calças bem novinhas (tá certo paguei 80 dólares num outlet na fronteira do Brasil com o Uruguay) e que tem um furo por que deu um “pegão” num prego. Mas as calças são tão macias, tão boas, me sinto tão bem, que toda vez que eu uso, me sinto legal! Mas quando me olham, a primeira coisa é um olhar indiscreto para o furo das minhas calças.
Pô! Você não sabe o que é moda, meu? Eu “tô” na moda! E ainda comprei num free-shop! Por que as minhas calças furadas é menos que as calças furadas daquele casal de namorados? Só por que a deles talvez custasse 300 dólares e a minha 80? E eu ainda sei como é que o furo foi parar ali! Quando eu as visto, aqui em casa a primeira coisa que me dizem é: “-Tu não vai sair com estas calças, vai?” Discriminação isto, você não acha?
Pois bem, vou vestir minhas calças furadas. Fazia tempo que não as usava. Estava um calor terrível, e as bermudas foi minha roupa neste verão tórrido. E a minha calça com um furo, assim como aquelas dos namorados, tem uma vantagem: - A ventilação. Ah! E minhas calças assim como as deles, tem uma etiqueta toda amassada, enrugada e despregada, com uma grife tão ininteligível e famosa, como a deles, mas a minha, além de ter saído mais em conta, o cinto segura bem toda ela.

Terça-feira, Março 06, 2012

Quantas vagas você têm em sua verdade?

Eu cheguei num ponto que o meu ecletismo me levou a uma posição que eu às vezes não sei se foi o melhor. Em verdade eu não me sinto ligado a uma única coisa, um único tema, uma única situação, a um único tipo de conhecimento. Isto às vezes me causa certo temor, pois me parece que não sou deste mundo e que nunca vou aprender nada.
Alguns confundem isto com ceticismo. Eu mesmo às vezes me pego pensando “a que ponto chegou minha falta de fé”. Será mesmo falta de fé?
Mesmo por que o meu tempo de conhecimento específico ficou lá na faculdade.
Comecei com a música. Entre nomes e estilos, desde Pink Floyd, Eumir Deodato, Queen, Led Zeppelin, Mozart, Bach, Beethoven, samba etc. Entre Rick Wakeman e música Chinesa, escrevo agora.
Algumas propostas eu rejeitava por que realmente não gostava.
Mas o meu leque de opções no meu gosto, era tão grande, que eu podia me sentir bem em qualquer destas opções, que de fato eu descobri que eu precisava complementar-me nas emoções que os cinco sentidos podiam me trazer, conciliando em mim, todas as distintas nuances de cada parcela do todo, para tentar formar o meu “completo”.
Mas isto, eu só descobri há pouco mais de dez anos.
Eu nunca fui apegado a uma marca, um estilo de vida ou até mesmo preconceito. Nem nunca quis criar a minha. Não tive tribo nem tendência em minha adolescência.
Assim por exemplo, então, enquanto o mundo debatia e debate o preconceito entre nós, se é branco, negro, amarelo, ou preferência sexual, homossexual, heterossexual, bissexual, deficiente ou não, e tantos outros rótulos, isto tudo sempre passou muito distante de mim, tão longe que eu nem percebia o debate. Então quando vejo um banner na Internet, sobre preconceito de credo, cor, raça, ou deficiência de qualquer natureza, eu confesso que fico confuso, por que não entendo aquela forma de expressão em imagens ou palavras.
Deixa explicar melhor: - não é que eu não entendo por que a pessoa colocou a mensagem. Eu não compreendo o que aquilo quer dizer. É como eu não soubesse ler o que ali está expresso.
Eu tenho horror ao óbvio e me distancio o mais que posso de tudo isto até mesmo de expressar minha opinião. Eu acho injusto para com meu tempo e cérebro, ter que explica por A+B por que eu preciso tomar água.
Também discordo de vaga para estacionamento exclusivo para deficientes, vagas para pessoas de cor (?), e tantas outras “vagas” que a sociedade criou para diferenciar-nos. Sim, por é isto que estas “leis” fazem. Por que então estamos dizendo: “- Você é deficiente, aquela é sua vaga, estacione ali” (como se existisse um só deficiente cadeirante que pretende ir ao supermercado) ou “você é negro, então tem vaga garantida na Universidade”; “Você é homossexual, então talvez eu goste ou não de você e talvez eu seja ou não homofóbico.”
Nada disto me importa. O que me interessa, seja branco, deficiente, homo ou hetero sexual, é: “-O que podemos fazer para melhorar nossa condição e evoluirmos como seres humanos aqui no Planeta Terra e irmos além da avareza pessoal? Como podemos trabalhar juntos e excluir os bandidos, os facínoras que roubam o futuro do homem?
O que você pode contribuir para o meu crescimento e eu para o seu?
O que eu não vou fazer é apontar a direção da sua vaga para deficiente, por que apesar de ser uma condição sua, eu não o vejo assim; nem tampouco sua preferência sexual me atormenta, e eu quero que você possa ter o direito de cursar uma Faculdade nas mesmas condições que qualquer outro cidadão.
Você pode ficar perplexo com a minha postura, mas eu acho que não, se pensar bem, e se você acredita que realmente um deficiente precisa de uma vaga num estacionamento, você vai dar esta vaga apenas a dez por cento, num hipermercado que tem local para milhares de carros, muito poucos deficientes vão ter lugar para estacionar. Então sim você está discriminando, por que vão faltar lugares para outros.
Eu acredito que invertemos os valores, entende? Diferenciam-nos para dizer: “-Olha veja, como sou bom, criei vagas na Universidade para negros, e vagas para deficientes no estacionamento; não mereço aplausos?”
Será que a Criação disse: “-Deficientes, homossexuais e pessoas de cor vão por aqui, e os outros vão por ali”. Viemos todos pelo mesmo caminho; nascemos de uma mulher, e voltaremos pelo mesmo, no final de nossos dias, e não existem vagas, reservas, prioridades dado pela Criação. Do pó (átomos) viestes e ao pó (átomos) voltarás.
Falta é educação, e, por conseguinte, respeito, uns pelos outros.
Um humano para outro humano, precisa  exercer “deferência”, consideração por qualquer forma, tipo, credo, condição de  outro ser humano. Olhar além de tudo isto é a dificuldade daqueles que esperam ser melhores, por que gozam de uma “perfeição”, social ou física, que de fato não existe.
Somos todos iguais. E isto é o que dói em muitos. E, quando isto não acontece, sobrevêm as atitudes de intransigência e rigidez a determinados princípios ou regras pessoais ou de grupo, que nos forçam goela abaixo, a nos diferenciar.
Então a sociedade, doente e subconscientemente preconceituosa, precisa criar “regras” para onde vai cada grupo, para não virar confusão e desordem.
Nós regulamos a discriminação latente e doente em nós mesmos. Assim, você pode dizer: “-Não somo preconceituosos até dez vagas para deficientes. Além das dez vagas, nós voltamos a ser preconceituosos”; Sim, você pode dizer isto, por que não poderá suprir a demanda. Quantas vagas têm sua Universidade para pessoas de “cor”? Pois então até ali, você não é preconceituoso, além delas, você passa a ser.
Oque eu aceito é que a ninguém foi dado o DIREITO de saber toda verdade. Por que isto me parece lógico. A Criação não entregaria toda a verdade para um único ser.
Então, para mim, a maior verdade é que “tateamos” em busca de algo que não possuímos absoluta certeza nem por que precisamos.
Então a sua fé, a sua crença, não é maior nem melhor que a minha, e vice-versa. O dia que entendermos isto estaremos perto de encontrar o que nós mesmos nos impomos durante toda nossa existência, que é a dissolução das formas pensamento que criamos em  grande quantidade, quase infinita de mazelas para a humanidade. Estes "pensamentos formados", hoje precisam de nós para continuar vivendo, por que adquiriram um grau relativo de consciência (EU SOU-EU ESTOU). 
O exemplo vivo destas formas-pensamento está aí nos jornais e no mundo conturbado de hoje.
Elas estão ali, mostrando e dando a cara a tapa. Você criou tudo aquilo. “Aquelas monstruosidades que você vê nos jornais está mostrando a cara na tela da sua TV, e dizendo EU FUI CRIADO POR VOCÊ, VOCÊ E VOCÊ”.
Você é o responsável por ajudar a terminar.
Precisamos segurar uns nos ombros dos outros, para atravessar este sinal, este umbral, com o pouco de “verdade” que cada um trás para complementar a jornada do outro. Eu não sou eficiente, então se você agarrar no meu ombro, eu posso tentar seguir adiante só para nos ajudarmos.

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

Além do horizonte existe um lugar...

     Por mais que avancemos em nossa jornada do conhecimento, sempre estaremos limitados aos nossos cinco sentidos. Nada que não estimule a audição, o tato, o olfato, o paladar e a visão, não criará conhecimento para a Ciência humana. O que não pode ser medido e comparado, não é considerado passível de pesquisa, ou possível de compreensão. O homem é limitado por natureza, e por conta disto, antropomorfiza tudo ao seu redor, para poder entender e situar-se no meio ambiente em que está. A linha que separa a crendice do ceticismo é tênue, quase homogênea e não tendo muito cuidado, torna-se imperceptível, mantendo-o só de um lado ou somente de outro. Este é um dos poucos lugares onde precisamos estar no caminho do meio. Neste sentido a Ciência é o fiel da balança, mas ela não pode avançar além dos seus limites, imposto pela condição humana, a menos que considere e prove, a presença de outros sentidos que o ser humano comum, não percebe e deles se utilize para ir mais além.
Nos humanos, a freqüência audível vai de 20 Hz e 20.000 Hz; a visão está compreendida entre 4,6 x 1014 Hz e 6,7 x 1014 Hz; O olfato pouco mais de 10mil odores e suas fragrâncias; o tato, sabemos que “sentimos”, mas de fato não tocamos em nada (Teoria Atômica – eletromagnetismo); o paladar são alguns milhares de papilas gustativas, enfim é mais ou menos isto. Isto não quer dizer, que o que está além destas faixas de freqüência, não existe. Em verdade, não é por que eu ou qualquer outro deixo de acreditar, é que algo deixa de existir, ou ainda, não é por que não vejo, não sinto que não existe. Nossos sentidos “limitados”, em verdade parecem ser o melhores para o meio em que vivemos. Certamente nem todos possuiriam estrutura emocional suficiente para “ver e sentir” além dos cinco sentidos. Se alguém consegue ir além destas “amarras” e comprovar de fato, é um avanço enorme. Se isto puder trazer resultados para a vida o desenvolvimento de tantos outros, realmente, ainda melhor. MAHALO (“O Sopro Divino em você”).

Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Não estava na montanha

                        Em algum momento das nossas vidas, e isto pode acontecer com qualquer um de nós, saímos em busca de uma superação, uma passagem que consideramos um umbral; um desafio que nos impomos que não necessitávamos fazer. Mas, se aconteceu é por que, precisávamos enxergar ver, para sentir que existiam coisas em nossas vidas que obrigava-nos dar um valor dimensional maior, que não percebíamos o quanto era importante, pois era aquilo que realmente fazia-nos crescer e não sabíamos.
                        Então, você sai. Dá tchau a todos, pega uma mapa e traça uma rota. Coloca uma mochila nas costas, uma roupa adequada e sobe a montanha mais alta, aquela que você acredita que precisa provar algo a si mesmo. Você é tão confiante, que deixa de lado alguns elementos simples, que apesar de importantes em sua jornada, acredita que isto não vai fazer falta. E segue adiante, olhando o mapa, a região a sua volta, e caminhando. O frio aumenta e você não percebe, pois é puro atrevimento, chega beirar a insolência, tanto que não presta atenção há alguns sinais, que o estão levando acima das suas condições.
                        E de repente, já lá em cima desta montanha que saiu para subjugar, você olha para trás e vê apenas algumas das suas pegadas. Faz muito frio e a neve cobriu grande parte da sua caminhada. Você só pode ir para frente. É noite, mas você tem um mapa! E um desafio idealizado, de dominação. Você está forte, e num instante, enquanto olha para trás ou para o mapa, você desliza, cai, rola, e se quebra, se machuca. No primeiro momento não se dá conta de onde está, mas já sabe que algo saiu errado, por que parte de si não responde mais aos seus comandos. Você está só e caído; aos poucos percebe a sorte que teve alguns instantes depois, quando olha a sua volta e vê, há poucos centímetros, que existe um desfiladeiro imenso, profundo, e que se não existisse este terraço que o acolheu, você já estaria lá em baixo.
                        O corpo dói, a alma se desespera, mas você ainda tem esperanças. Os dias passam você começa a sentir sede, mas não existe água, por que toda ela está congelada. Você precisa derreter um pouco da neve que está a sua volta para conseguir um miserável gole. Toda a água que precisa, está a sua volta, mas você não tem combustível suficiente para transformar em líquido.  Você está num pequeno abrigo, à beira do precipício no terraço, e desalentado precisa se arrastar para buscar matéria prima para transformar em água. Não consegue o suficiente, e sua alma se desidrata. Somado as dores do corpo, das batidas violentas, você pensa em desistir. Mas de repente, você ouve sons... Sons da rendição que o levará a libertação. E eles passam perto, mas não o vêm. Não vêm e não vêm.
E assim, dia após dia, você ouve o resgate, eles parecem estar próximos, mas não o enxergam.
                        Por quê? Você pensa! por que o resgate passa tão perto e não me vê? Então um dia, você não ouve mais nenhum som. Eles foram embora e não o viram. Não há mais nada para fazer. Muito tempo depois, você olha o mapa e percebe que cometeu um grande erro; - você deveria ir para o norte, mas seu abuso o impediu de parar e pensar, e acabou indo para o sul, e descobre que a sua remissão, o seu resgate não chega, pois eles o estão procurando onde você disse que iria, para o lado que você disse que estaria. Então você não os vê, nem eles a você; você, só os ouve. Eles estão pertos, mas ao mesmo tempo, muito longe. Você errou a caminhada e eles não conseguem encontrá-lo.
Ficar ali e desaparecer ou tentar superar-se, mesmo machucado? Sim, vamos voltar! Vamos subir por onde caímos, e então encontrá-los! Então você vai...sobe um pouco por onde rolou, se firma em uma pedra, em uma rocha, o corpo dói a alma geme, você não tem forças! Mas segue, e então... Não há mais nenhuma energia em sem corpo, nem para subir nem para descer. E a noite chega, e você está ali há tanto tempo, tão machucado, tão dolorido, a alma desidratada, não há ninguém a sua volta, ninguém, absolutamente ninguém. Você olha para baixo e não tem energia para descer e precisava por que o seu abrigo está lá e a noite é mais fria ainda, e sem nada para cobrir, será pior. Para cima é impossível. Terminou sua resistência. Descer de noite? Você vai rolar e cair além do terraço. Será a noite mais terrível de toda sua prova, a que você mesmo se impôs. Não há quem sobreviva a um frio tão intenso, um silêncio tão grande, a uma tristeza e a uma incompreensão incomparável. Você é o pior de todos. É a noite mais longa. Quando o Sol amanhece, você se dá conta que ainda está vivo, e o único caminho é descer o pouco que subiu. E você volta lentamente e de arrasto, para sua pequena tenda.
Você está cansado, esgotado, muito tempo sem dormir, sem esperanças, você não ouve mais nada. E você entra na pequena tenda, e mesmo com muita dor, na alma e no corpo, você adormece.
Mas alguém em algum lugar se dá conta que você errou. Que ao invés de você ter ido por onde deveria, seguiu o rumo contrário. E este alguém, resolve apostar no seu engano. E ele vai atrás, do outro lado.
De onde está você começa a ouvir um som que há pouco tempo era comum: - o som da libertação, do seu resgate. E você acorda, e sai se arrastando da sua pequena barraca que ainda o abriga, e levanta o braço mais alto que puder; o som passa e você não vê nem eles a você. Você se desespera e grita. É sua ultima chance. De repente, eles voltam e... O vêem. Eles sacodem as asas num sinal que o encontraram. Você chora e sabe que está salvo, não do terraço, nem da dor, nem do desespero...
Se você tiver um lugar para voltar, você agüentará;
Se você tiver muito por fazer, você suportará;
Se você tiver muitos que você ama mais um dia para si mesmo, você se permitirá;
E se, você amar muito alguém, ela não o esquecerá;
Então, por que ter alguém que o ama profundamente e nunca o esqueceu, certamente você sobreviverá.
...mas por tudo que nunca havia dado o real valor e não estava na montanha.

Photo: Freezing Cold Sunrise at Mesa Arch, Utah. (http://shuttur.com/image/639)

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

ZONA DE CONFORTO

Todo ser humano precisa de uma. Os animais, ditos irracionais, também precisam de uma. Quem não tem uma zona de conforto, para onde possa ir ou estar, está fadado a uma loucura com bons precedentes.
Uma zona de conforto pode ser uma situação ou um lugar. Sempre um lugar será uma situação, mas uma situação nunca será um lugar numa zona de conforto. Explico: - Uma zona de conforto pode ser um lugar onde você gosta de estar ou ir, e por isto mesmo se torna uma situação. Pode ser um lugar na sua mente, também.
Uma situação, não é necessariamente um lugar, mas uma posição mental que se torna uma zona de conforto. E para que servem as “zonas de conforto”? A zona de conforto é o ócio, descanso, folga da alma, onde você e qualquer um encontram divertimento, entretenimento, distração e recreio, incluindo o corpo.
Algumas zonas de conforto são voláteis, e se dissipam como o vento. Não são duradouras, são inconstantes, mudáveis, instáveis e sendo usadas muitas e muitas vezes, acaba por se tornar o seu inverso: - a zona infernal, onde nada mais satisfaz.
O perigo está quando nos sentimos confortáveis satisfazendo nossas necessidades, nas zonas de conforto voláteis por que elas são descendentes dos nossos desejos e anseios materiais: - um carro, uma reforma, uma casa, um companheiro (a), compras, ou seja, podem ser (e são) essencialmente materiais, por que satisfazem nossa parte não espiritual, mas sensual, carnal, por que é prático, útil, objetivo e rápido. São importantes, mas precisam ter limites muito bem definidos, fronteiras reconhecidas que não podem ser transpassadas.
Nossos desejos de PODER TER algo é que nos dá a sensação de um relativo conforto. Isto é passageiro, e acaba por não satisfazer depois de certo tempo. Uma zona de conforto, também pode ser como já disse uma situação onde você se sente bem: - é um estado da alma, da nossa energia, que consegue reunir alguns elementos que nos parecem ser os melhores para nos sentirmos bem: - a família sempre por perto, a boa relação entre familiares e amigos, a confraternização, tudo e todos ao alcance da nossa visão, um bom emprego, uma atividade funcional que dê prazer e satisfação pessoal.
Quando não temos uma zona de conforto, é possível passar da insensatez a insanidade num caminho árduo e dolorido, rapidamente; sem que perceba, o ser humano se aparta, fica alheio aos reais acontecimentos, perde noção da realidade. 
A humanidade recorre ao esteio do materialismo que são os profissionais de medicina que tratam da mente. Por isto os consultórios estão lotados, e o consumo de medicamentos controlados é alto. 

Estes profissionais são importantes, pois são capacitados e auxiliam há muitos que não conquistaram a sua “zona de conforto”, ajudando-os a chegarem lá. Dependendo da abordagem, levam o paciente do materialismo ao espiritual, diminuindo cada vez mais a distância entre o estresse, a ansiedade, e a psicopatia; enfim, mostrando, clareando, abrindo uma picada no meio do mato onde ele se encontra, para que possa encontrar sua zona de conforto.
Obviamente que nenhum medicamento é ou será uma “zona de conforto”; é uma “ferramenta” como tantas outras que poderá ajudar, a encontrar sua “zona de conforto”.
As experiências milenares do ser humano, são importantes para auxiliar a encontrar sua zona de conforto, assim, muitos livros sagrados contêm citações que são extraordinárias. Para este texto eu escolhi uma passagem da Bíblia Católica que diz “13 Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; 14 Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. (João 4:13 e 14). Podemos interpretar da maneira como seja mais agradável e interessante para nós: - Se você usa uma zona de conforto que precisa ser mudada a cada instante por que ela não traz o consolo, ou o alívio que você precisa, você está bebendo sempre de uma água que não satisfaz sua sede;  Mas, se bebermos de uma água que seja de amor, de verdade, da fraternidade da irmandade, da FELICIDADE, que provenha da Criação, poderemos saltar para uma zona de conforto que será sempre eterna.
Entenda que eu uso as citações como fonte de inspiração, por que as parábolas são tão verdadeiras, encerram uma lógica tão exata e por isto mesmo, intensa, que se tornam atuais. Não estou falando de religião, igrejas, cultos ou fraternidades. O mais importante é a palavra, o verbo e não a boca que a profere, portanto, não me cobre por isto, mesmo por que, a Bíblia real, foi escrita em Copta, e nenhum de nós conhece, leu ou interpretou uma Bíblia escrita nesta língua e muitas foram as versões e as traduções ate os dias de hoje.
Falei muitas vezes as palavras “zona de conforto”? Foi para dizer para você que Zona de Conforto é um lugar importante, real, e que precisa existir em sua vida, e quase sempre será única e exclusivamente conquistado por você: - sozinho (a) aí no seu canto; se depender que alguém seja o vetor da sua zona de conforto, que seja alguém que atenda todos seus anseios e que leia conforme sua cartilha, e que seja afável e acolhedor das suas idéias, desejos e anseios para que se sinta bem, sinto muito, você estará muito longe da sua zona de conforto, por que muito poucos farão o que você precisa para que se sinta bem.
Portanto, é verdade: - cuidado com seus desejos por que um dia eles se tornarão realidade, e você precisa estar preparado para ter uma boa zona de conforto para recarregar sua energia. Se você não possuir uma boa zona de conforto, cada dia a mais será um dia infernal, chegando num ponto em que toda sua vida foi perdida e toda sua energia serviu apenas para alimentar seus medos.

A água que você bebe, sacia sua sede? Se não, então onde fica sua Zona de Conforto?

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

SONHO QUE SE SONHA SÓ

Pessoas capazes de tirar os teus sonhos geralmente são aquelas que estão mais próximas de você. Elas conhecem os meandros da tua mente, suas “cacacas” mais escondidas, e muitas vezes se valem destas falhas para arrasar suas pretensões. É o tipo de pessoa que te lembra que você não sabe guardar nem uma chave, que expõe suas fraquezas para uma multidão, e que muitas vezes zombam dos teus anseios, dos teus desejos como sendo desprezíveis, e tudo o quanto imaginas ou pensou um dia, não passou de pura vulgaridade.
Pessoas capazes de tirar os teus sonhos são aquelas que se acomodam, que perdem o brilho, que se transformam em puros mártires de si mesmos, insatisfeitas perdem a capacidade de estar contigo para estar contra ti.
Pessoas capazes de tirar os teus sonhos são aquelas que vivem uma tristeza como se fosse uma alegria, mas não tem capacidade para expurgar o seu próprio sentimento por medo do desconhecido.
Pessoas capazes de tirar os teus sonhos são aquelas, que encontram efêmera alegria em outros contos, outros cantos, outras palavras, outras letras, mas não conseguem abstrair para si mesmas um pouco desta alegria.
Que nome se dá as pessoas capazes de tirar os teus sonhos e que fazem o melhor esforço para minimizar teu passado, transformar tuas experiências em coisas banais ou comuns, e que tiram todo o brilho e intensidade de momentos importantes para você e que pulverizam tuas lembranças como se nunca tivesse existido?
Eu acho que estas pessoas são pessoas que perderam seus próprios sonhos.

Domingo, Novembro 20, 2011

SABIA QUE VOCÊ PODE ESTAR ERRADO?

Aprender a ouvir é aceitar qualquer coisa que o outro tenha dito?
Eu acho que não; eu acredito que aprender a ouvir, é aceitar o que o outro disse como sendo uma verdade.
Podemos ouvir, e ficarmos calados, como quase sempre fazemos.
Não é simplesmente ficar ouvindo, ou escutando com a mente em outro lugar. É diferente. Aprender a ouvir e aceitar uma realidade, é uma das tarefas mais difíceis para nós seres humanos, por que muitas vezes a vaidade nos impede de vermos o outro como sendo um ensinamento para nós; por que quando esta coisa verdadeira vem, geralmente ela provém de alguém que muito nos conhece. E, portanto sabe dos nossos presumidos defeitos.
Então, resumindo, ouvir o que outra pessoa fala é corrigir algo em nós, que está errado há algum tempo, ou há muito tempo e que o outro sabe, e nós também, mas nós não aceitamos.
Mas uma determinada frase, uma palavra, algo muito simples desencadeia uma luz em nós, que nos faz perceber, na escuridão, o quanto estamos ou estávamos errados, e quanto isto pode ter afetado nossas vidas, em momentos diferentes dela, e até mesmo em situações bem complexas, sem retorno.
Nossa vaidade pode ter nos distanciado de pessoas ou criado situações que não tem mais volta.
Quando você percebe que esteve errado durante muito tempo, sobre uma determinada situação, algumas coisas interessantes acontecem: - primeiro você sente paz, por saber que descobriu. Depois você se sente penalizado e aflito, pelas pessoas que magoou. Descobre quanto tempo foi gasto sem muita utilidade, em brigas e discussões tentando impor sua vontade, mas o mais importante, é que sobrevém uma calma, uma espécie de perdão para si mesmo. Neste momento você cresce se transforma pelo aprendizado. Você compreende, passa a incorporar em sua alma uma nova idéia antes totalmente descartada, mas agora profundamente admitida, e, dependendo do grau, passa a ficar aberto a outras verdades, mais atento ao que o outro tenha a dizer.
Você passa a entender que a certeza não está com você, ou melhor, dizendo, você não é o dono da verdade, e acaba por utilizar isto como um instrumento para o seu crescimento: - ouvindo atentamente as críticas a seu respeito, e aceitando aquelas que poderão modificá-lo para melhor.
E que coisa boa não ser o dono da verdade, de verdade alguma, seja do tamanho que for. Por que você então está livre para ser para você, sem a responsabilidade de ser para outros.
Passa a entender que você também tem verdades a serem ditas, e que dependendo do grau de aceitação do outro, você poderá ajudá-lo a compreender-se e a melhorar sua forma de encarar uma situação.
Todos nós somos capazes de ajudar-nos uns aos outros. Isto é algo que está em falta na humanidade: - o auxílio mútuo. Mas, não confunda ajudar simplesmente num ato heróico batendo de porta em porta.
Socorrem-se espontaneamente quem solicita, ou quem está em uma situação aflitiva.
Este “auxílio” de que falo aqui, é aquele que por uma situação não razoavelmente explicada, você ACORDA ou é ACORDADO por alguém. E passa a entender a importância deste ou daquele indivíduo que o despertou. Você começa a perceber o quanto você tem a aprender com ele ou ela, e a intensidade de quão bom e proveitoso isto é.
Pode ser que você esqueça, em poucas horas, ou no dia seguinte, como você era em relação aquele pensamento fixo e orgulhoso, ou seja, você não vai lembrar onde você estava na sua imaginação e até mesmo como chegou à luz súbita. Mas isto não importa mais. O que valeu de tudo isto é que sua consciência aprendeu literalmente a reconhecer estar errado, e você tomou conhecimento que não precisa ter pressa, pois saber ouvir é uma arte de duas vias: - a que escuta e a que acorda por aceitar. E ambas estão dentro de nós; o juízo do outro em relação a você, é o estímulo que sua alma estava esperando para acordar. 

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

O Vigésimo Nível©: DIGA-ME O QUE POSSO FAZER?

O Vigésimo Nível©: DIGA-ME O QUE POSSO FAZER?: Eu já tenho idade suficiente para não gostar do que não gosto, e a mesma idade para gostar do que eu gosto. Sem meias palavras. Sou gentil, ...

DIGA-ME: - O QUE POSSO FAZER?

Eu já tenho idade suficiente para não gostar do que não gosto, e a mesma idade para gostar do que eu gosto. Sem meias palavras. Sou gentil, educado, de boa forma (redondo); um “insano” ao quadrado quando acredito que tenho razão, e um anjo ao cubo quando me falam com educação, conhecimento e causa que estou errado.
Não tenho não uso, e não me sinto à vontade, com pessoas que precisam criar um personagem para encontrar outras pessoas. Eu não tenho máscaras, mesmo por que não sou mais fã do Carnaval. Percorria 325 km para “carnavalear” e disparo os mesmos 325 km para ficar o mais longe possível, e se não der, vou para uma dobra mental espaço-temporal, mesmo estando há poucas quadras do melhor carnaval do interior do Rio Grande do Sul.
Se eu não quiser ver você, você não vai me ver. Isto não quer dizer que estou doente, louco ou internado. Quer dizer que não quero ver você. Apenas isto. E é fácil de entender, mas eu sei que é mais difícil de compreender ou aceitar.
Se eu quiser ver você e você não quiser me ver, eu vou compreender e aceitar, ambas ao mesmo tempo, e se você é especial para mim, continuará sendo, por que o seu desejo o meu desejo é como uma necessidade fisiológica e eu não posso ficar brabo ou indiferente com você por que você quis ir ao banheiro. É a mesma coisa, entende? Não? Bem, então eu não sei o que fazer.
Na final da década de 90, do século XX, todo mundo me achava o maior maluco do mundo por que eu estava conectado na Internet. Isto foi exatamente em 1997, digo, a partir de 1997. Ok está certo, a Internet era movida a carvão e terebintina (que eu não lembro mais o que é, mas sei que inflama e pega fogo), mas funcionava e era legal. Ficavam doidos ao saber que eu começava às duas da tarde de sábado, por que a Internet era discada e pagava-se um pulso apenas, e só desconectava domingo a meia-noite. Eu tinha medo de ser queimado em praça pública. Quatorze anos depois, ou a minha loucura era um vírus e todo mundo pegou, ou eram eles que estavam loucos, por que hoje se preocupam se você NÃO TEM INTERNET, nem Facebook, Gmail, Twitter, Orkut, Youtube, Blogger; se você ficar 1 dia apenas sequer, um único e miserável dia de toda a eternidade sem Internet acreditam que você é da idade da pedra e tem tijolo na cabeça, ou não pagou a conta do provedor. Nunca que você viajou, cansou, não quer ver a tela do computador, resolveu ver um filme, ou mandou tudo plantar batatas.
É a insofismável leveza do ser, que, aliás, até hoje não sei exatamente o que quer dizer, mas respeito. 
Bem, então é isto, se você não me vê na rua, eu tenho casa, ou webcam. Se você quer bater um papo, eu tenho o chat do Bill Gates, e do Mark Zuckberg. Quase sempre estou off-line, por que eu não sei, não consigo mais inventar conversa, me desculpe. Então eu vou ser um chato de galocha, se eu começar a escrever monossilabicamente e você vai achar que eu estou com algum problema. Celular também. Eu só falo mais de um minuto se for muito importante, mas muito mesmo, caso contrário eu não passo de um minuto. Não é que você não seja importante, você é importante, mas mais de 1 minuto, fica muito chato.
Telefone convencional não atendo, por que me oferecem planos fantásticos e mirabolantes que é capaz de eu conseguir ter uma Internet que conecta à Marte e um telefone que posso falar um zilhão de minutos sem pagar. Então esquece, por que eu não acredito nisto, e nunca vou saber se é você, ou um maluco me oferecendo uma “estrabudega” destas quando toca.
E tem os que cobram conta que já paguei, “os sem noção”; uns que você propiciou e intermediou um excelente negócio para a vida, não recebeu comissão, ajuda de custos nenhuma, e o sujeito inventa meses depois um “treco” que você ficou devendo uma “promessa de santo”, e cresceu com juros e correção, lá em “toba”. Vai prá “toba você também”.  Estes são os mais chatos, por que lhes falta noção e isto não têm cura, só um transplante parcial de cérebro, sem doadores.
Tem também pessoas que devem e querem fazer um acerto, então elas conversam meia hora, e em 10 segundos te dizem que só podem pagar no mês que vem. E no mês seguinte, fazem a mesma coisa.
Então, como eu disse, esquece o convencional, mesmo por que é “caro prá chuchu” como dizia meu pai; liga pro celular, mas já vou avisando, eu só atendo se estiver na minha agenda. Numero desconhecido eu pesquiso no Google. Ah é, já ia esquecendo o Google: - a Biblioteca de Alexandria, reencarnada.
Bem, então é isto, não adianta dizer que veio aqui e não me viu, como dizem os americanos, “bullshit, I can´t believe” (bosta, eu não acredito!).
Se você me vir na rua, e quiser falar comigo, tira a blusa, sacode na frente, por que eu também não tenho o costume de olhar para os lados, só quando vou atravessar a preferencial, não tenho obrigação de ver você por que meus olhos são voltados para frente!
Gosto de conversar, não gosto de jogar conversa fora, por que então nós vamos fazer um lixo à nossa volta? Sim por que se ela foi fora, é por que a tal conversa, não prestava. Não concorda?Quem vai limpar nossa conversa colocada fora? Os garis?
Não! Esqueça! Vamos falar de coisas que nos façam rir. Eu quero rir.
Não pense que eu sou chato, convencido ou pretensioso. Nada disto, eu apenas exprimo uma necessidade, um desejo; é como uma crença entende? Isto não quer dizer que eu não respeito sua forma de pensar em relação a mim.
Se você me abanar, e eu ver, eu vou me atirar com as duas mãos. Se você me virar o rosto, esquecerei se é masculino ou feminino, por um breve tempo eterno. Se eu escrever para você, eu você nunca responder, é por que você é analfabeto ou não gosta de mim, então, nos esqueçamos. O que eu não posso é pensar que você imagina que eu sou aquilo que VOCÊ PENSA que eu sou. Eu não sou; eu sou aquilo que EU SEI o que sou, e você não aceita ou não quer.
Quanto a isto, não posso fazer nada.
Abração! 

Domingo, Novembro 13, 2011

PARA UM TURBILHÃO DE LUZ VOCÊ PODE IR

Algumas situações estressantes e que perduram por muito tempo, podem levar uma pessoa a se transformar por completo, a ponto de ficar irreconhecível a sua personalidade anterior.
Isto é uma forma que o intrincado mecanismo cerebral, vai procurar encontrar para percorrer os labirintos insondáveis dos eventos que se perdeu o controle, em nossas vidas. A trajetória de fuga começa em um determinado dia, e passa a ser uma solução viável, como uma droga, reutilizável todo o dia. No fundo, no fundo a pessoa sabe que aquilo não vai funcionar, mas acaba postergando uma solução definitiva, mesmo por que, fica embriagada pela solução paliativa da trajetória de fuga, e o meio ambiente externo sai, e passa a dar lugar a uma realidade interna, que muitas vezes, ou quase sempre, nada tem a ver com o meio do “lado fora”.
Depois de usar este método por algumas vezes, ele se instala, e passa a fazer parte da psique, da estrutura cerebral, e entra em conflito com a própria alma, que sabe que este não é o caminho. Mas como ocorre uma desconexão, entre mente e espírito, entre cérebro e alma, o ser humano nesta situação passa a viver uma ilusão que está dentro de si, e aos poucos, assim como tudo, começa a trazer para fora, tentando inserir aquela rota de fuga, no seu dia-a-dia.
Disto advêm mais e mais eventos errôneos, então mais e mais “droga” de trajetória de fuga é consumida e então um dia sem que saibamos ou percebamos, estamos apenas vivendo uma situação estressante, e o uso continuado da solução na rota de fuga, uma situação estressante, e o uso continuado da solução na rota de fuga, e assim sucessivamente, constrói-se uma realidade visionária e “ilusionária” assistida por nós mesmos.
Somos o nosso próprio coadjuvante: - somos o nosso diretor, o nosso próprio roteirista e ator, em posições diferentes, executando o mesmo projeto interno.
Não aceitamos opiniões, nos tornamos amargos, duros, indóceis, críticos, e algumas pessoas ainda podem experimentar altos e baixos, similar a uma bipolaridade. Podemos ficar agressivos, e coisas que gostávamos antes, não nos interessam mais, e coisas novas são difíceis de entrar em nossas vidas.
Estamos envolvidos em uma espiral crescente, como um rodamoinho num turbilhão de problemas e confusões, criados exclusivamente por nós.
E você não pense que não pode estar preso a um destes Matrix. Sim, pode. Pense se tem algo que este obcecado. Alguma coisa que não sai da sua cabeça: - seja dinheiro, profissão, carreira, relacionamento, namoro, casamento, separação, enfim toda e qualquer forma de convivência humana, que você quer por que quer resolver, suplantar, lutar, arrebentar, pensar em inovar, remover, mudando a estratégia da droga “rota de fuga”, é uma ilusão que convive com você diariamente.
E isto leva você a um lugar de tristeza, sofrimento, mágoa; você se torna amargo, causado pelo sofrimento daquela obsessão, por que está arraigado na dor da luta pela resolução e pelo ressentimento da não transformação no que você imagina que deveria ou como deveria, ser; torna-se uma convivência difícil com você mesmo, e com o mundo ao seu redor.
O mundo está assim: - criamos uma aparência, um personagem, uma máscara, que torna nossa vida ilusória, da diversidade do mundo, originando soluções criadas pelos nossos devaneios, levada para um futuro que nunca chega e que oculta a verdadeira unidade pessoal e que influi definitivamente na unidade real universal.
Então ousamos errados, amamos errados, trabalhamos errados, convivemos errados, solucionamos pior ainda, e recomeçamos toda esta espiral sem fim que tem sido a vida do ser humano nos últimos, pelo menos, vinte anos. Volta vinte anos em sua mente, e diga quais eram suas obsessões e se elas causavam tanto falta de felicidade, quanto hoje. Eu respondo por você: - Quase nenhuma, comparada as de hoje.
Você pode entrar no turbilhão de luz Divina, mas não sabe ou não pode.
Acreditar que fazemos parte de um plano Superior, que você pode chamar como quiser: - Deus, Allah, Elohim, Adonai, Universo, e que você possui a semente do amor Real, e não a simples atração sexual ou a paixão é o combustível que vai “deixar ir”, DESLIGAR, e compreender a necessidade daquele que está próximo de você; entender seus medos, anseios, dificuldades, dialogar, não obrigar a aceitar a sua forma de ser, não obrigar a ouvir, nem submeter o seu irmão ao seu desejo pessoal, são boas ferramentas que podem melhorar e até dissipar o turbilhão, como mágica. Não mentir, enganar ou ludibriar, RESPEITAR e ACEITAR o desejo, os sentimentos, as crenças (boas), e a inteligência do outro, DESDE QUE, eles não estejam ultrapassando o limite da sua liberdade individual, poderá começar a mudar este mundo a partir do SEU mundo.
 *foto: 
  1. Sovremennik season
  2. Noel Coward, 
  3. London
  1. by Roman Abramovich, Moscow's Sovremennik Theatre 

Terça-feira, Outubro 04, 2011

Deus e os vampiros

A fotossíntese é o processo de criação e sustentação de toda a vida na atmosfera livre do Planeta. Sim, isto mesmo! Eu estou falando do Sol! Abra a janela, e olhe para cima: - Está vendo? Sim? De lá vem toda a vida na Terra! Do Sol! Toda a riqueza que existe sobre a Terra: - nossa alimentação, o ar que respiramos a roupa e os sapatos que vestimos nosso trabalho, enfim, o que você imaginar, estará vindo do Sol, em oito minutos. Sem fotossíntese, não existe VIDA! Toda a riqueza, material e espiritual, que você puder construir em sua vida, dependem do Sol. Sol brilhante Sol! Quem te fez, brilha infinitamente mais!
A transferência de riqueza entre gerações, igualmente, está sujeito ao Sol. O Universo é a origem do Sol; a energia das plantas depende da fotossíntese, que depende dos raios solares; das plantas, origina-se toda a vida que conhecemos na Terra, sob a atmosfera livre; O Altíssimo é o Criador do Universo onde está incluso o Sol, que neste momento banha teu corpo. Poético, não? Para elevar-se espiritualmente, é preciso desengrossar a alma, através do CONHECIMENTO; é preciso que a porção espiritual do teu ser cresça. Quando isto acontece, você começa a desfrutar das riquezas universais, materiais e espirituais, sem sofrimento, e isto é definitivo! Quando acontece, você transfere essas “riquezas” para seu clã familiar, geração após geração!
O problema são os vampiros. Acostumados com a sombra e a escuridão, vivem em tocas, cheiram seu próprio guano, e saem em bando atrás de você. Enquanto você procura a comunhão com a Criação, durante o dia, os vampiros, tramam onde encontrá-lo durante a noite e como poderão sorver todo o seu sangue e transformá-lo em mais guano. Eles esperam que você mostre o caminho, eles não aguardam que você morra tão cedo, para poderem continuar usufruindo mais e mais. Mas se você tiver algo ainda maior a oferecer, eles tramam sua morte, nas profundezas das suas cavernas e tocas; tramam, “tramóiam”, entre eles, e com outros, para que você definhe.
Anjos voam em pares, vampiros voam em bandos, por que são inseguros, fracos, pequenos, e são necessários muitos para taparem a luz do Sol. Vampiros deixam você ansioso, com fome, brabo, irritado, nervoso, furioso. Eles querem sangue com adrenalina! É mais forte, é mais gostoso, é diferenciado. Vampiros têm os dentes finos, um sorriso disfarçado. Vampiros saem das tocas e vão à missa, a Igreja, ao Culto, rezam e pedem: - mais pescoços; vão ao mercado, ao shopping, dirigem, e tem até profissão. Pela sombra e pela escuridão, se movem. É, vampiro também é gente, ao menos em corpo, por isto é tão difícil diferenciá-los.
Vampiros têm um frágil espírito. Por isto eles saem à noite. O Sol queimaria sua tênue “alma”, e alguns perderiam toda a sua delgada esperança, de um dia pensarem a respeito da sua jornada em busca da Criação, sem usar o alheio.

Deus, por favor, salva os vampiros, senão eles vão acabar com a fotossíntese!

...o Universo é vida; tudo o que se move, tem energia. Tudo que tem energia tem força. Tudo o que tem força move o Universo...  

Domingo, Setembro 25, 2011

UMA VIDA NOVA?

Muitas pessoas acreditam que uma vida nova, está um pouco além daquela que vivem. Então, elas partem numa jornada em busca de felicidade, acreditando que ser feliz é única e exclusivamente, estar com alguém, numa nova vida, num novo local, num novo tudo.
E, quando elas partem no seu barquinho para estar com alguém, numa nova vida, num novo local, num novo tudo, mil promessas para si mesmas são feitas: - Vou fazer isto, aquilo, e aquilo outro. Construirei uma nova vida plena, bela, perfeita, tudo que não fiz, farei agora.
Esta é a promessa pessoal, este é o objetivo. As pessoas apenas esquecem que levam consigo a pior parte de si mesmas, exatamente aquela que não foi resolvida. Todos nós temos uma parte sinistra. Parece que não está indo junto, mas está, por que a expectativa pelo novo diminui e abafa a intensidade de todo o sentimento negativo, os eventuais fracassos, os reveses, e se transforma em uma semente, latente, oculta.
E isto pode durar muitos anos, e um dia, estas pessoas olham para trás e revêem suas auto-promessas e dá-se conta, que tudo continuou igual, a única transformação, foi, o tempo que passou. Aquela semente germina novamente, e passa a andar lado a lado, no novo sentimento, na nova vida sem perceber absolutamente nada o negativo está andando e travando todas as promessas sempre feitas.
Então ninguém pode mudar? Ninguém tem o direito de mudar? Claro que sim, mas a pergunta não é esta, a pergunta é: - Eu quero mudar? E as pessoas somente vão fazer esta pergunta, para si mesmas, exclusivamente se sentirem uma coisa: - NECESSIDADE. Isto mesmo, você somente vai mudar, e cumprir suas promessas se sentir necessidade de querer mudar. Fora isto, as auto-promessas acompanharão por toda a vida, e daí nascem os relacionamentos pessoais, profissionais, fraternais, fracassados, por que muitos de nós depositamos nossas esperanças de mudança em outras coisas, em outros relacionamentos, em outras vivências, em outras pessoas, mas nunca em nós mesmo, de fato, a parte mais difícil. Em verdade, o ser humano é por natureza, contrário a fazer o mais difícil, e isto é uma arte; É por este sentimento de não querer fazer o mais difícil, é que e a Ciência se desenvolve. Mas, quando está exacerbado em um ser humano, fica muito difícil a mudança primeira, que é em si, por que a Ciência compreende a necessidade de procurar o caminho mais fácil, uma vez que sabe que é necessário, mas muitas pessoas não conseguem se perguntar “EU QUERO MUDAR?” simplesmente por que não sabem que precisam mudar, pois não tem necessidade. Então, junto daquele barquinho, seguem todas as esperanças, todas as caixas, todos os sapatos, calças, sentimentos, pensamentos, alegrias, mas vão junto, todas as tralhas também, por que numa viagem, é onde menos conseguimos nos auto-avaliar a ponto de sentirmos necessidade e começarmos a nos questionarmos.
A melhor mudança, mas a mais difícil é antes da viagem. Mas a mudança só ocorre por necessidade, e ela sempre vem cedo ou tarde, mas ela sempre vem. E quanto mais tempo ela percorre junto a nossa vida, dizendo para você: - você precisa mudar; você precisa mudar (e você escuta, mas não ouve lá do seu interior...) maiores serão os passivos que precisaremos corrigir e modificar, sob pena de ficar tão inviável nossas vidas, que não conseguiremos mais vivê-las e partiremos novamente em viagem, na busca de um porto-seguro, levando um acervo de várias coisas em desordem em nossas vidas, a semente de todas as tralhas.
Quando se diz: - a “outra metade da laranja” pode ser estar com alguém, numa nova vida, num novo local, num novo tudo, isto não quer dizer que este novo mundo será responsável por apagar sozinho, tudo o que você não resolveu no tempo que foi permitido, no tempo que você já teve até agora. A semente esta dentro de você, e só você sabe onde.  
(Picture by  Shi Yaliin asiastockimages.com ) drifting in a blue ocean in southern Taiwan )